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NA GARUPA DA POESIA

Cumpro minha sina de viver
ansioso por caminhos,
novas sendas para
a condenação de estar vivo.

Construo-me na busca de razões
para continuar sendo útil,
semeando idéias, desafios.

Sei do ofício de cantor do Belo,
mas choro o social,
porque o Real é o meu ninho.

A caneta é sempre espada
sobre o pensamento
e o dia seguinte urde suas trampas.

A impotência de relatar alegrias
rasteja, tristonha,
pois o que fica lavrado,
como um arado eterno,
é a palavra.
E esta me crucifica.

– Do livro OVO DE COLOMBO. Porto Alegre: Alcance, 2005, p. 87.
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/23276
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 09/06/2005
Reeditado em 07/07/2011
Código do texto: T23276
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 73 anos
3587 textos (903488 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 14/07/20 01:48)
Joaquim Moncks