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MATERNIDADE

Quem dá vida ao poema?
Aquela que o pare
ou esta que o joga
no mundo dos fatos?

A um filho da gaveta
jamais a gestação;
dorme nela um natimorto.

Convivo com ele feito um pai
paciencioso.
Atiço a sua fantasia.
Só não lhe troco as fraldas.
E, se chora, foi-se o pai...

Estranha é a maternidade do verso,
muda de casa logo após o parto.

– CONTINENTE SUL SUR – Revista do Instituto Estadual do Livro – IEL. Porto Alegre: nº 09, Nov1998, p. 65: 6.
– Do livro OVO DE COLOMBO. Porto Alegre: Alcance, 2005, p. 22.
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/23277
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 09/06/2005
Reeditado em 02/07/2011
Código do texto: T23277
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 74 anos
3679 textos (918854 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 30/11/20 18:08)
Joaquim Moncks