ABORRECI-ME DE MIM (revisitada)

Aborreci-me de mim.

Que criatura esta

guarda tanta incoerência,

tanta contradição

e tanta inconsistência?

Um dia cria

numa cria de si mesmo,

e esperava que amor

era planta que nascia,

vivia e crescia a esmo.

E era pra sempre.

(E) ternamente.

A linha caiu,

a ponte ruiu,

a ficha caiu:

não dura.

Desesperou.

Não esperou mais.

Melhor assim.

Sem mais.

Quem não espera,

não desespera

se não alcança.

Se não, cansa.

Agora, conformada,

melhor preparada

para o até logo,

vem querer, a abestada ,

esperar pelo

pra sempre.

Convenhamos.

Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 11/06/2005
Código do texto: T23901
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