TÃO DEPRESSA QUE NÃO SABIA ONDE IA

Caminhava tão depressa

que não vi que passavas,

e tão depressa como não te vi

tão depressa caminhava

que não via a paisagem da estrada.

Tão depressa caminhava

que não me dava conta

que a vida me escapava

e que a cada passo que dava

o presente se passava

e em passado se tornava.

Eu ia tão depressa

que mal e mal notava

que não havia pressa

e por não ver que corria

não parei nem me dei conta

de que não sabia onde ia...

Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 14/06/2005
Código do texto: T24587
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