SUBMERSA EM TI

Me acostumei a não ver-te

porque não me era dada outra escolha,

mas sigo sem resignar-me

e evoco tua figura, um vulto,

e ouço tua voz que me chama no cair das folhas,

e sinto que apertas as mãos que te estendo

e as colocas sobre teu peito

para que eu sinta que teu coração bate

enquanto mergulho no teu olhar

e submerjo minha alma em ti.

Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 15/06/2005
Reeditado em 15/06/2005
Código do texto: T24795
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