EM CHAMAS

Depois de arrebentar

o metal frio e hostil

das fechaduras que me atavam,

dei um golpe mortal no pecado

que caiu e agonizou

sobre as travas e culpas que trazia.

Parei de pedir permissão para viver

e abri teus braços sob meu prazer,

não um Cristo crucificado

antes um homem glorificado.

Desejosa de te conhecer

fundi a minha presença

no sabor da tua pele,

minha língua e dedos,

folhas loucas caindo

sobre a areia branca

de tuas costas.

Como uma folha

de tua árvore,

um ramo do teu caule,

na febre da tua árvore

meu corpo subiu encostas

e minha língua ao teu cume

de onde brotou tua chuva abundante

que alagou os vales e cavernas

de minha terra nova.

Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 15/06/2005
Reeditado em 15/06/2005
Código do texto: T24801
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