Teatro

Por vezes me resguardo

Da arte de produzir sorrisos

Saem tão famintos que me assustam...

Por vezes consigo ser

Simples parte do cenário...

Coadjuvante de minha vida...

Mesmo a frente da fila

Indigna de ser vista

__Auto piedade é piegas demais... ___

Manipulo minhas emoções

Eu ganho força na representação

Então... Sorrisos!

Entronizo a verdadeira razão das lágrimas

Só em meu coração... Sem perdão

Só solidão... E eu

Debruçada nas verdades alheias

A aparente calma me abraça

E vislumbro ao longe meu valor...

Sou digna de aplausos

Logo a tranqüilidade da revelação

Alcança-me

E transmuto meu olhar em bondade

E essa, inunda tudo a minha volta...

Meus olhos brilham com a prata derretida

__Roubando palavras de um livro... __

E um jovem cavalheiro encantado

Sorri-me de volta... Recomeça o teatro!

Observadora
Enviado por Observadora em 22/09/2010
Reeditado em 22/09/2010
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