S E A H A W K

Esse mar revolto não segura

As asas dessa emoção

Rugem as turbinas

Em direção dos teus céus

Rugem os motores

Rasgam em si teus véus

A batalha urdida dos senhores

Tem por comando um coração

Decola pelo espelho dessas águas

Riscando a superfície em lanhos

Sangrando pelo espaço em fráguas

Ou singrando meus mares ganhos

Num átimo de segundos

Alça vôo rumo ao infinito

Deixando rastros mudos

Na canção de um grito aflito

No ventre dos mares profundos

Onde se calam teus reflexos

Devoram -se muitos mundos

Dentro de tuas asas...amplexos

Não há instrumentos que te guiem

Ou uma força motriz que te arraste

Poderosas mãos te desenham e sorriem

Por onde te escondes sem que te afastes

Em terra os olhares te seguem por um fio

Nas águas uma profusão de ondas te saúdam

Quebra das regras de um bravio

na coragem dos que lutam

Matar ou morrer pelo que se crê

Só para os sábios isso é viver

A luta que o ignóbil não vê

Traga-lhe a vida a doer...

Angélica Teresa Faiz Almstadter
Enviado por Angélica Teresa Faiz Almstadter em 25/06/2005
Código do texto: T27815
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