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Às vezes temo a metamorfose

DESPERTOU NA OBSCURIDADE
dum aparente dia
Tentou alçar a sua voz, gritar
mas o corvo com bicadas de ferro
lhe fez calar
e na sua garganta,
garrotada
ficou a palavra,
liberdade
Liberdade,
amanheceu rasgada
sepultada baixo lágrimas
A tristeza meteu-se
na sua cama
sovou-lhe o corpo
com beijos de mofo

Cruz Martinez (da Galiza)
Enviado por Cruz Martinez (da Galiza) em 19/03/2011
Reeditado em 19/06/2011
Código do texto: T2858408

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Sobre a autora
Cruz Martinez (da Galiza)
Portugal, 57 anos
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Cruz Martinez (da Galiza)