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Cálices e saudades.

Seu nome estampado na minha carne
seus dentes cravados nos meus braços
Um sorriso, uma begônia a desabrochar
Deitados numa tatuagem
Vestido amarrotado

Um retrato preto e branco
Meia dose de vodcka
Minha saudade segue num veleiro
A marca de batom no guardanapo

Nos meus passos lentos: a memória
Nas minhas memórias: as tardes
Não sei se era fevereiro ou dezembro
Leio Clarice
Fumo e bebo.

Vivo a vida cada gole
goles doces e amargos
algumas vezes azedos
mas vivo a vida

Trago a vida nas tatuagens
na memória
nos retratos amarelados
nos cálices

Essa é a ordem do tempo
um gole após o outro
um passo após o outro
uma saudade a ser tragada

Essa é a ordem do tempo
Desgustar a vida
Sorver
Brindar.
Deijair Miranda
Enviado por Deijair Miranda em 12/06/2011
Código do texto: T3029796

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Sobre o autor
Deijair Miranda
Pojuca - Bahia - Brasil, 44 anos
116 textos (5728 leituras)
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