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o bêbado e o versilibrista


I

confuso
espichou o olhar etilizado
para aqueles versos cambaleantes
sem nada entender

onde a métrica?
onde a rima?
e o ritmo?

II

é o seguinte, amigo
não me leve a mal
(tenta explicar o bardo
com ar professoral:)

são versos livres, modernos
falam de quimeras, de deus
de céus e de infernos
de invernos e primaveras

onde rimar, não é tudo
o que importa é o conteúdo

III

ah! acho que entendi:

cantas porque o instante existe
e a tua vida está completa.
não és alegre nem triste:
és poeta.

poetar, basta um motivo
  
RAUL POUGH
Enviado por RAUL POUGH em 09/07/2011
Código do texto: T3085021


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Sobre o autor
RAUL POUGH
Curitiba - Paraná - Brasil
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RAUL POUGH