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CANÇÕES DO CHÃO**

cato cacos de vida,
palavras preciosas
no chão da literatura

cato cacos humanos
e pessoas sem risos
no chão da vida

cato lírios no asfalto
e sons de aquários
no ácido da cidade

canto canções cegas
de bocas banguelas
e gritos aflitos

faço literatura de feira,
poética torta,
sem eira nem beira

canto, analfabeto,
a literatura barata,
bárbara e esquálida

trago no peito
o som preto dos becos
e a pele vermelha dos índios

sou pouco, mas sou farto,
recolho, reciclo e espalho
revolta e revôo de pássaros.


cp-araujo@uol.com.br
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 12/07/2005
Reeditado em 21/10/2006
Código do texto: T33447


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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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