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DECLARO-ME POETA**

Apesar das adversidades
e das condições contrárias
declaro-me poeta.
Por insistência.
Por necessidade
e por desvario.

À margem,
semi-analfabeto.
Ora discreto, pacato,
ora panfletário.
Escárnio.
Sem dentes,
sedento,
sem livro,
Fora das panelas literárias,
sem mídia, sem patrocínio.
Nem conheço Caetano,
nem Gil.
Mesmo assim me declaro poeta.
Apesar da idade,
das contrariedades,
das necessidades primárias
gritarem antes.
Deus me vala.
Estou nessa
e declaro à praça,
a quem possa
a quem queira ou não.
Declaro-me Poeta.


cp-araujo@uol.com.br
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 12/07/2005
Reeditado em 21/10/2006
Código do texto: T33463


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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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