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MEUS SAPATOS ROTOS**

Quem sabe dos meus pés
são meus sapatos rotos
e minhas meias furadas.

Quem sabe o caminho
são minhas pernas cansadas
e a própria estrada.

Não ouço papo de aranha.
Ninguém indica o bom.
Quem sabe o esconde pra si.

Ninguém fará por mim.
Quem tentou fracassou,
quis voar com minhas asas.

Ninguém decide por todos.
Não delego a minha parte.
Erro sozinho e em paz.

Ninguém leva meu voto
pra soberano, mandatário.
Sou eu meu próprio rei.

Tenho dito e acredito:
Sou minha própria diretriz.
Pés do chão e deus no alto.


co-araujo@uol.com.br
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 13/07/2005
Reeditado em 21/10/2006
Código do texto: T33912


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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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