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JUNTE-SE A NÓS**

Vamos cantar a canção da prosperidade!
A felicidade não pode esperar,
o futuro é já, o momento é agora.
Os sem teto, sem abrigo, os sem nome.
Os que ficaram no chão do caminho
Levantam-se todos! É imperativo gritar*

Você que está ai atrás, venha à frente,
junte-se a nós. Vamos cantar

Para os conformistas a conformação
para os que gostam: submissão
Para os de espírito crítico arrisco dizer:
É isso irmãos, juntem seus gritos,
despertem, lutem por si mesmos.

Você que está ai, alheio e quieto,
se toque, junte-se ao coro e cante.

Está tudo muito certo, sonolento.
O que há? Será que só eu me inquieto.
Para quem só se cala me oferto
Lhe dou o clamor bárbaro, o orgulho,
um peito aflito, a garganta e o grito.

Vamos cantar em uníssono, num rito,
a felicidade, a canção da prosperidade.

Vamos falar de novas preposições
novas idéias, versos e novas canções
e que nelas as crianças aprendam cedo
a não esperar o futuro prometido,
querê-lo agora, sem medo, é um direito.
é brandir já a vontade de renovação.

Vamos, juntos, cantar a felicidade
para todos como nossa única razão

Que dê um passo a frente os de trás,
os que tiveram seus sonhos mais queridos
sufocados, atados a vontades alheias.
Um passo a frente os ceifados em vida,
aqueles que a cidade negou guarida,

Vamos cantar a canção da prosperidade.
A felicidade não pode esperar.


* Os seis primeiros versos são uma citação de Walt Whitman, o poeta da Guerra Civil Americana.
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 15/07/2005
Reeditado em 21/10/2006
Código do texto: T34600


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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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2 e-livros (241 leituras)
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