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FRATERNO

FRATERNO

ESTAMOS NÓS, AQUI, NESTA BEIRA DE RIO
A CONTEMPLAR A CIDADE ILUMINADA
NÃO HÁ O QUE DIZER
TÃO DISTANTES SOMOS
NÃO EXISTEM COISAS EM CHEIOS
               NEM EM VAZIOS

VEMOS O CÉU CINZA (QUE FRIO)
COMO A COR CINZA DOS HOMENS
VAGANDO BÊBADOS PELA CIDADE
EM BUSCA D´ALGUM CONFORTO
O MESMO QUE PROCURAR ASSIM,
AGARRADA AO TEU FILHO.

TEUS OLHOS ESCUROS VÃO PERDENDO O  BRILHO
O VENTO NÃO MEXE MAIS COM TEUS CABELOS
VER-TE ANDAR DE LÁ PARA CÁ
DEIXA UMA CERTA ANGÚSTIA
FIRMADA NO PEITO NO LUGAR DO CORAÇÃO
-ESSE AMOR SUCUMBIDO, NÉSCIO

BRINCA E SORRI EM TEU COLO O PEQUENINO
SINTO NOS TEUS BRAÇOS E ABRAÇOS APERTADOS
UMA QUENTURA CAUSADA PELA SOLIDÃO
NÃO HÁ ENTRE NÓS O QUE DIZER
TUDO O QUE HOUVESSE NUNCA PODERIA SER DITO

POIS HÁ, DA MINHA PARTE, ESSE VAZIO
ESTA DOR CALADA; DA TUA
ESSA TRANSFUSÃO QUANDO EMBALAS O MENINO
UMA SOLIDÃO QUENTE QUANDO A TI CONTEMPLO

TUDO O QUE EU DISSESSE ESTARIA MENTINDO
POIS, REPITO, NÃO HÁ COISAS EM CHEIOS
OU NO VAZIOS)
 
jgmoreira
Enviado por jgmoreira em 10/02/2007
Código do texto: T376588


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Sobre o autor
jgmoreira
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 61 anos
447 textos (4101 leituras)
122 áudios (2981 audições)
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jgmoreira