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A insondável insônia do amor

O amor em meu peito simplesmente dormiu
Deixou a sensação que sem avisar partiu
É dor que não cessa, dor que nunca vi
És fruto de arvore oca que engana a ti
E na paz de meu sorriso a tristeza se instalou
Fez-se parte de meu semblante inculto amor
Desmoraliza-me diante da amada
Que tão logo tudo percebeu
Nada posso fazer, pois o coração parou
Não bate por ela, linda rainha do meu reinado
Não consigo te amar mesmo estando ao seu lado
E a agonia que me toma por seu
Desmonta-me em miúdos no mundo meu
Sou resto de tudo que um dia já fui
Ou pelo menos pareci ser
O amor me deixou, dormiu, desapareceu
Sou o fim do abismo infinito e escuro
Sou o inicio do universo e o fim de seu mundo
Rastejo-me e imploro para o amor acordar
O raciocínio está lento difícil pensar
Ela está ao meu lado esperando por uma resposta
Que meu peito não quer dar
Ele insiste calado, parece querer me deixar
E no ímpeto do sofrimento a dor vira explosão
E sorridente entendo o que foi esse clarão
Foi estúpido de minha parte
Permitir isso e deixar assim ocorrer
Foi escuro e trevas eu cedi a ilusão achando que iria morrer
Na dor imensa do momento em que meu peito dormiu
Agora vira certeza a clareza que surgiu
Não sentia o amor, pois foi ele quem sempre me sentiu.
Carlos Falcão
Enviado por Carlos Falcão em 13/03/2007
Código do texto: T411495

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Sobre o autor
Carlos Falcão
Diadema - São Paulo - Brasil, 40 anos
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