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Chuva!

Ah que doce chuva que cobre o céu
Véu de água enfurecida
Levanta-se aos céus
Para cair sobre nós
Sua queda não reflete vingança
Reflete paixão
Paixão por esta terra de onde nasceste
De onde tivestes origem
Ah chuva
Criança alegre que corre nas ruas
Que abraça a todos sem receio
Que beija a boca aventureira
Que toca o corpo nu dos sonhadores
Vem abençoar-me
Cobre-me com tua fúria
Lava-me a alma
A mente podre
A boca suja
Desata com a força de tuas águas
Este peito atado
Encharca a grama de alegria
Para que eu me deite nela
Desce com força do céu
Desce cheia
Desce como se fosse uma parede
E me faz cego
Cega meus olhos para que não a veja
Cega me para que somente escute teu canto
Escute seu tilintar na prataria das ruas
Nas latas de minha casa
Nas portas de ferro

Deixa me escutar teu canto
Canto na terra fofa
Nos grãos de areia
Na cabeça vacilante
Na corredeira das ruas
No conflito de si mesma

Tu que és a água
Doce água
Peço a sede para que ha tenha dentro de mim
Peço a sede para que me de prazer
Deixo-me sujo para que possa limpar-me
Possa tocar meu corpo
Possa tê-la por instantes
Em minhas mãos
Dimas Reis
Enviado por Dimas Reis em 16/03/2007
Código do texto: T414972

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Sobre o autor
Dimas Reis
São Paulo - São Paulo - Brasil, 33 anos
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Dimas Reis