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Calada, cega e surda.

Quem será, esta menina.
Que todas as manhãs, quando passo.
Eu a vejo sentada no mesmo lugar.
Com o olhar triste, e perdido.
Olhando o espaço, vazio a sua frente.
Não sente a minha presença.
Nem mesmo quando paro, e falo com ela.
Porque será, que ela fica ai tão só.
Calada, cega e surda, nada ouve.
Nada fala, não vê, o mundo lá fora.
E toda esta beleza, que nos cerca.
Hoje eu me aproximei, ela me viu.
Ao sentir minha presença ela sorriu.
Talvez, o seu primeiro sorriso.
Eu tentei lhe explicar porque vinha.
Ela não me deixou falar, se afastou.
Mas mesmo assim eu lhe disse algo.
Talvez ela tenha escutado, e sinta.
O pedido que fiz a ela.
Pedi para que, olhasse para o céu.
Para que visse este sol maravilhoso,
Que brilha para todos nós.
E que também devia escutar.
O canto dos pássaros,
Que também cantam para nós.
Que procurasse sentir, o perfume das flores.
Porque elas exalam, seu perfume para nós.
Se tudo isso que eu falei, for e m vão.
Tu nunca serás feliz, mas se você viu.
O sol a brilhar, ouviu a cantar dos pássaros.
E sentiu o perfume das flores, com certeza.
Você ainda e uma de nós...
                                               
Volnei Rijo Braga
Enviado por Volnei Rijo Braga em 14/08/2005
Código do texto: T42623
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Volnei Rijo Braga
Pelotas - Rio Grande do Sul - Brasil, 73 anos
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Volnei Rijo Braga