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POR SILÊNCIOS

Borboletas gravitam dolorosas.
Silêncio da tarde
                e o rio.
Riso e prosa fazem verso,
andorinhas migrantes no céu da boca.
Água que corre, bandeira de solidão
                e morte.

(vale o aceno à cerveja e
o termômetro medido entre o
irreal e o vivido)

Somos muitos
nesta margem,
os mesmos de antes, pura vassalagem,
como diria Neruda.

Somos poucos por silêncios e escuta.
Água que corre, bandeira de solidão
                e Norte.

Gravita ágil borboleta
cujo nome é futuro.

- Do livro O SÓTÃO DO MISTÉRIO. Porto Alegre: Sul-Americana, 1992, p. 104.
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/44380
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 22/08/2005
Reeditado em 01/03/2008
Código do texto: T44380
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 74 anos
3679 textos (918911 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/20 20:06)
Joaquim Moncks