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A ALMA DAS COISAS

“Bela esta manhã, sem carência de mito”. Drummond.

Bela esta tarde repleta de nuvens,
belo o enredo do amar, em que choram
as chaves do corpo, a alma das coisas.

São alvos os caninos noturnos.
A agonia consciente e inconsciente,
passando ao sol poente.

No azimute, ao norte, a morte.
Bússola que nos orienta.

De tudo que nos é atento
salvam-se os salmos, ramos de pureza,
mágicas canções, a clava dos que oram,
violão nos olhos da aurora.

Lento é o visgo
de quem vive pra dentro.

- Do livro O POÇO DAS ALMAS. Pelotas: Ed. Universidade Federal, 2000, p. 71.
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/45278
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 26/08/2005
Reeditado em 26/02/2008
Código do texto: T45278
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 73 anos
3555 textos (894691 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/06/20 18:03)
Joaquim Moncks