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Cotidiano do Amor

Bem tarde
num certo domingo
ainda dormindo
ela veio me acordar
Desejei-a nua
e prometi-lhe a lua
me disse
pare de sonhar

Dou-lhe uma rosa
ela ignora
e pede uma joia
Sussurro ainda com sono
eu te amo
e diz
nessa prosa
não acreditar

Abro a cortina
para a luz entrar
está com enxaqueca
pede para fechar,
procura os óculos escuro
para a vista descansar,
percebo que à noite
sexo nem pensar

Bebo um café
procuro o isqueiro
pra acender um cigarro
ela ao contrário
esconde o cinzeiro
e toma chá

Sugiro uma feijoada almoçar
se faz de enjoada
e prefere qualquer coisa lanchar

Joga sobre a mesa
um monte de contas a pagar,
lhe peço pra rezar um terço
e torcer pro meu aumento chegar

Vou ler o jornal
tento ficar
com a atenção às noticias
mas é impossível
deixar de notar,
ela bem que tenta disfarçar
e pra mãe vai correndo ligar,
começa a fofocar

O que isso vai dar ?
Perdi a paciência
e a esperança
de tentar consertar
Preparo a vara
tiro a aliança
e vou pescar
Plínio Sgarbi
Enviado por Plínio Sgarbi em 08/09/2005
Reeditado em 06/12/2012
Código do texto: T48859
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Plínio Sgarbi
Jaú - São Paulo - Brasil, 58 anos
241 textos (247977 leituras)
21 áudios (3309 audições)
5 e-livros (531 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 02/12/20 09:05)
Plínio Sgarbi