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FUNERAL DA POESIA_ R.I.P.



Matei a poesia e de seu corpo fiz mortalha
Retalhei o verso à navalha,de cada corte
Eu fiz meu suporte a sustentar toda insensatez
Proveniente da morbidez estática de todos
Adeus à inspiração que vive a povoar meu imo
Cadaverize-se ante à hipocrisia...Sorria
Carpideiras hão de chorar pelo leite derramado
Lágrimas de crocodilo que salgarão a bala
De canhão apontado para a alma da poetisa
Não pensem que esta morte é fugaz
Tem tempo certo, definido nas leis de Moisés
Como resistir ao apelo da morte que te sorri
Alma e realidade caminham juntas, mas peleiam
Sobrando apenas o velho dito:_Rest in peace!



Denise Severgnini
Enviado por Denise Severgnini em 22/02/2005
Código do texto: T4936


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Sobre a autora
Denise Severgnini
Novo Hamburgo - Rio Grande do Sul - Brasil, 61 anos
11345 textos (953827 leituras)
16 áudios (8943 audições)
311 e-livros (34595 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 22/10/20 01:13)
Denise Severgnini