Guerra de egos



Às vezes, nesta vida desvalida que vivemos,
Quando por ela perambulamos como cegos,
Procuramos impor a outrem nossos egos,
Como se soubéssemos por que aqui viemos.


Portamo-nos como se conhecêssemos o caminho,
Como se, até mesmo, já o tivéssemos trilhado,
Somos os donos da verdade, nos foi confiado
O dom da sabedoria e por ele seguimos sozinhos.
 
Já não mais dialogamos, impingimos as certezas
A quem pensa como pensamos em nosso pleito,
Não mais existe a permuta de idéias, o respeito
Às vidas alheias em nossas pretensas grandezas.
 
Diz-se que o melhor negócio do mundo é comprar
As pessoas pelo que valem e vendê-las, logo após,
Pelo que pensam valer, comprovando a todos nós,
Que em meio à guerra de egos, só resiste o amar.
 
Somos meros ramos da grande árvore da vida,
Que, mesmo se direcionando para rumos diversos,
Estão unidos por um mesmo fim, cantado em versos,
Ao final desta breve jornada, após nossas partidas. 



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À busca da felicidade
À mulher nua
A velha senhora
Amor infinito
Anatomias de Vênus
Às vezes
Delírio
Entre Parênteses
Escrevendo em teu corpo
Ilusões de um Poeta
Infinitude
Momentos de Luxúria
Nos meandros de teu corpo
O fogo de teu corpo
Os sonhos não morrem jamais
Por todas nossas vidas
Quando eu me chamar saudade
Suave essência
Um sonho que foi sonhado
Você me enlouquece
Voo d´Alma
 
LHMignone
Enviado por LHMignone em 30/04/2015
Reeditado em 20/04/2016
Código do texto: T5226201
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