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Saravá Umbanda

Das pedreiras de onde Xangô nos observa
E escreve a Justiça que nos aplica
Brota e desce a Sagrada Cachoeira de Oxum
Cuja água a terra fecunda e a alma purifica.

A Cachoeira de Oxum forma os rios
Que cortam a Floresta de Oxóssi,  o Caçador;
Das matas, dos Caboclos, da flecha sempre certeira
E do conhecimento, o grande rei e senhor.

O rio corre, sereno e veloz, em direção ao Mar,
Onde reina, soberana e bela, a Mamãe Sereia,
Yemanjá, a grande Mãe, símbolo da geração,
Que com suas ondas nos limpa corpo, espírito e areia.

Ainda nas águas que descem das pedreiras e a floresta cortam
Há as águas barrentas e lodosas dos mangues da vovó ancestral,
Nanã, de cujo barro formou-se a vida humana
E a quem clamamos quando nos falta o amor original.

A movimentar as águas e as árvores, com seus ventos
E raios, está Iansã, a senhora das Tempestades
E dos bambuzais, que, ao lado de Xangô, defende
A Justiça e com sua espada corta as maldades.

Nos cantos, recantos e recônditos das matas de Oxóssi,
Com a ajuda de Aroni, está Ossãe, que para as folhas dá axé
E assim, as Ervas Sagradas podem curar corpo e espírito
E limpar o ambiente de todos os que fazem jus e têm fé.

As florestas ligam-se por imensos campos abertos
Onde reina o senhor Ogum a abrir caminhos,
Vencer demandas e ajudar sempre a quem merece
E com sua lança e espada cortar do mal os espinhos.

Como tudo na Existência liga-se pela saúde e pela doença,
E pelo maior de todos os opostos: a Vida e a Morte
Há  senhor Obaluaiê/Omulu que a tudo comanda
Dando-nos pelo merecimento e não pela injusta sorte.

Percorrendo e vigiando todos os campos e domínios
Estão Exu, Pombogira e suas falanges de Guardiões da Luz
Que mesmo nas trevas buscam os desgarrados
E, por desejo verdadeiro ou à força da Lei, a todos conduz.

A serviço de Deus, dos Orixás e da Lei Maior,
Em nome do Amor, Caridade e da própria Evolução,
Há os Caboclos, Boiadeiros, Malandros, Baianos, Marinheiros,
Pretos-Velhos e tantos outros a pregar a humildade de coração.

Por isso, governando e orientando, sob as bênçãos de Olorum,
A tudo e a todos está Oxalá, símbolo máximo da Paz,
O Pai Maior, modelo absoluto de justiça e perfeição
Sob cuja Luz todo mal não resiste e inevitavelmente se desfaz.

Por isso, agô e muito respeito ao falar da Umbanda,
E maleme por nossas faltas perante a Espiritualidade
E também diante de nossos irmãos encarnados nesta Terra
Lembrando que não há Fé sem Amor, Humildade e Caridade.
                                                                Cícero – 30/11/2015
Cícero Carlos Lopes
Enviado por Cícero Carlos Lopes em 02/12/2015
Código do texto: T5467710
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Cícero Carlos Lopes
Ferraz de Vasconcelos - São Paulo - Brasil, 43 anos
374 textos (6580 leituras)
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