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Perder-te, foi perder-me

Perder-te, foi perder-me pelas desoladas
e frias noites de um buscar sem tréguas
por onde cansei na repetição das léguas
que só me deram estradas após estradas...

Perder-te, foi secar todas as aguadas
e enche-las todas, de novo, no pranto
que, encachoeirado, caiu do desencanto
desde que, sem ti, eu apenas juntei nadas...

Nada tenho, nada sou, a força diminui;
me parece, às vezes, até, que eu morr
pois até meu sonho, bom de sonhar, se dilui...

E, em vão, eis que eu procuro aqui e ali
é que tudo, tudo, o que de bom eu fui
tudo, sem exceção, eu deixei em ti...
Marinhante
Enviado por Marinhante em 05/07/2007
Código do texto: T553074

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Sobre o autor
Marinhante
Rio Grande - Rio Grande do Sul - Brasil, 77 anos
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