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MOSTRAR A ALMA



Poeta é passageiro clandestino
Das emoções do momento
Deixa o coração bater em desatino
Provocando bolhas no pensamento
Denise


E uma a uma as bolhas estouram
E escorrem sentimentos pelos poros
Nem a boca, nem o pensamento
Calam o que a alma sente no momento
(Vestida de água)


E o poeta em sua nudez de alma
Arranha o cerne da bandida vida
E evoca deuses em céus longínquos
gestando os versos com toda primazia..
(Vestida de água)


Cada linha do poema
Vem do seu pensamento?
"Não, eu temo que não"
Cada verso é um rebento
Que rouba pra si a cena,
E nasce do coração...
(Sergio Serra)

O poeta paridor de emoções latentes
Vê este mundo com outras lentes
Vagueia na imensidão do mundo
Suspenso por fios de amor
Levita num navegar profundo
Querendo aos poucos tocar a flor
(Denise)


Morre aos poucos em cada verso
Mostrando a alma aos diversos
Infinitos , grandiosos resplandecentes
Que de tão lindos cativam a gente
(Denise)


E ao morrer ressuscita o elo
Que se perdeu entre o absurdo e o belo
Volta a alma ao corpo flamejante
E o Poeta mostra as lágrimas no instante!

(Vestida de água)
Denise Severgnini
Enviado por Denise Severgnini em 02/10/2005
Código do texto: T55878


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Sobre a autora
Denise Severgnini
Novo Hamburgo - Rio Grande do Sul - Brasil, 61 anos
11345 textos (954089 leituras)
16 áudios (8943 audições)
311 e-livros (34599 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 30/11/20 02:29)
Denise Severgnini