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ESQUILOS DE PEDRA

Eu estou aqui,
trufa, queijo, aspargo, beijo,
ouvindo trompetes na quinta avenida,
ferido pela quinta sinfonia,
agonizando como um pudim
que goela adentro vê o seu fim...
É incrível como as pessoas são bonitas,
rôtas, em Mercedes, arrotando, com sede,
buscando respostas num mundo hostil...
As mãos, extensões do coração,
querem tocar o invisível de cada um,
protegidos pela noz de nada
como esquilos de pedra nas sacadas...
Vem, sou apenas uma esquina olhando ruas,
piscando os olhos, comendo paisagens como alface...
Eu sei, você não me conhece, nem eu a você,
pareço uma piada contada pelo pior palhaço;
Mas, se você se esforçar, vai rir,
vai sorrir, relaxar, ver no ar
flocos de sentimento procurando corações;
Pode ser o seu, pode ser o meu,
o começo de alguma coisa,
o motor que faz andar as pernas,
a ponte entre o mudo e o absurdo,
um jantar de quilates,
nada que tenha muito valor.
Vem, sou apenas a tabuleta dizendo sim, meu amor.

Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 12/07/2007
Reeditado em 12/07/2007
Código do texto: T561787


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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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