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Soneto da Minha Desgraça

Como o também poeta maldito
Não tenho como desgraça ser poeta
Minha desgraça tem uma seta
Apontada para trás do que vivo.

Ser poeta não é ser desgraça
Mas do mesmo jeito que desgraça passa
Ela vem e quanto o poeta menos espera
Vira um desgraçado, de vera.

Vou desgraçando para trás
Maldito pra mim é tudo que
Tem algo especial de mais.

E um dia eu estarei livre
Desta desgraça que não tem a ver com poetizar
Mas acho eu, pode matar.
Júnior Leal
Enviado por Júnior Leal em 08/03/2005
Código do texto: T6023


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Sobre o autor
Júnior Leal
Lagoa Santa - Minas Gerais - Brasil, 35 anos
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Júnior Leal