NOITE DE TEMPORAL

Choveu a cântaros

De inundar os pântanos

Escorreram lágrimas

Entoaram cânticos

Para salvar as almas

Correram os meninos

Badalaram os sinos

Num grito de alerta

Quando a dor aperta

Perde-se até o tino

Ergueram os braços

Em súplices perdões

Santas e devassos

Uniram seus pedaços

Prostrados em orações

Céu não deu sinal

Caiu tanta água

De lavar a mágoa

De tirar a mácula

Do pecado original

Temporal fora de época

Após manhã de lástima

Jeito é virar a página

Encontrar um bálsamo

Aliviar o espírito

Até chegar o próximo...

Pedro Galuchi
Enviado por Pedro Galuchi em 15/12/2017
Reeditado em 15/12/2017
Código do texto: T6199696
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