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ODE à DEMOCRACIA, Enquanto Aceno a Tancredo Neves na Despedida

Silêncio. O homem foi embora
a Morte escrevia na porta sua história
com o sangue das gargantas que um dia
urraram em repulsa contra os generais das trevas.

O que será dele tão calmo onde a liberdade é conforto?

Governos sujos! cavaleiros agitaram símbolos de belicismo e imundice
na cara do povo sem bandeira de acreditar
e caídos nos bueiros arrastaram Aquele que Encarnava a Paixão das Mudanças.

Comediantes arrancam cabelos sobre o túmulo das ditaduras.

Quem de nós vestirá as Asas do Anjo sem Meias-Palavras
e puxará a cadeira ao operário?

Crianças brincam sob a voz dele ansiando noite melhor que a miséria.

Réquiem (esculturas barrocas vão limpar o sono de Aleijadinho com notícias de liberdade).

Será que ele está seguro?
Pessoas jogam flores no cadáver -caminhos.
Ele mostrou que o homem simples pode erguer a cabeça
e olhar fixo nos olhos do Príncipe das Trevas, dizendo: "fora!"

Quem de nós sairá das águas desenrolando faixas de emoção penduradas nas entranhas do vento?
Foi estranha a noite. O vento esteve encharcado de vozes gritando notícias de morte.

Pássaros murmuravam dores, pobre sol erguido do sangue dos povos!
Será música a passagem do defunto?

Vamos. O Céu é para frente! Canhões são nossos beijos no seu corpo de mensagem

Eriko y Alvym
Enviado por Eriko y Alvym em 28/08/2007
Código do texto: T627478

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Sobre o autor
Eriko y Alvym
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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