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HORA - ALGOZ - A ENVELHECER-ME!


Qualquer coisa ou quase nada é tudo para quem pouco tem.
Os olhos abismados desfecham um olhar como se fossem um atirador objetivando abater o tempo que voa sem avisos e não percebe a minha indecifrável lamúria.
Sorrindo passa a hora – algoz -, sem manifestar-se e despede-se de mim num reinício abrupto e imorredouro de sua nova vida: outra hora.
Ora, como é incongruente este martírio de sempre perceber o fim pelo começo e no próprio artifício de definhar-me no início de novo tempo, constantemente.
E assobio neste associar do velho e do novo e imprudentemente minha face refletida no espelho, celebra mais um dia findo com tantas horas estiradas no rol do meu tempo, envelhecendo-me com rugas–novas.
Incrível como o novo neste caso representa o velho!...
Careço abster-me destas tontas narrativas que perseguem e delatam a minha presença neste labirinto de passos no limiar do seu fim.
Coisas, objetos e sentimentos mesclados permanecem nesta negrura que habita o monófobo coração.

©Balsa Melo
03-12-00
Brasília-DF
BALSA MELO (POETA DA SOLIDÃO)
Enviado por BALSA MELO (POETA DA SOLIDÃO) em 28/08/2007
Reeditado em 28/08/2007
Código do texto: T627625
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
BALSA MELO (POETA DA SOLIDÃO)
Uberaba - Minas Gerais - Brasil
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BALSA MELO (POETA DA SOLIDÃO)