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CONFRONTO

Inda que me falte,
que me desacate,
que me amarre,
que  me imponha o calar,
que me impeça de rezar,
que ordene meu rimar,
inda assim,
não ditará meu fim.

A vida crescerá aberta,
abrindo as vagas do mar,
cantando dos sons os entantos.

Estarei de braços abertos,
planarei nas correntes de ar,
e, em seguida, descerei e  flores colherei.

Lerei livros  que já li,
chorarei uns versos tristes e também os exultantes!

Pisarei a terra grossa,
sobre a tenra grama  dormirei.

Aqui , penso, pararei...

À beira do caminho,
à beira do abismo,
à beira do tudo,
à beira do nada,
a mim me bastará
um copo d’água:
abraço  salvando cada mágoa.












Helena Helena
Enviado por Helena Helena em 14/03/2018
Reeditado em 17/05/2018
Código do texto: T6279187
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Helena Helena
Votuporanga - São Paulo - Brasil
252 textos (2549 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 21/07/18 03:17)