Um abraço...

Nascente de lábios mornos

Descem o rio do coração,

Pressentem os olhares quentes,

Indecentes beijam sem razão,

Dançam nas turvas águas de suóres,

Peles colam os falares mudos,

Uivos da orquestra crescem,

Explosões vulcânicas enlaçam,

Sobram danças de lábios mornos;

Adormece a nascente

Na beira do cansaço...

Um abraço.