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A Sujidade

Eu vejo a mulher que finge limpar.
Jogua água suja noutra sujeira
e puxa ambas sujeiras para o ralo.
Sou eu e minha vida.

Já foi minha aquela vassoura,
mas eu pensava que a sujeira não.
Agora, Carlos, sei que ambas só são
apêndices desta suja mão.

Das latrinas da infância nunca saí.
Doutra vida só ouvi.
Pouco ouvi, aliás. Sempre me distraí.

Amontou câncer, enfisema e algumas outras.
Corpo que beira o surrealismo de Dalí
e que reluta ao ouvir o ralo dizer: vem aqui . . .
Fabio Renato Villela
Enviado por Fabio Renato Villela em 31/08/2007
Código do texto: T632074
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Fabio Renato Villela
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 61 anos
1758 textos (395435 leituras)
1 áudios (34 audições)
4 e-livros (4840 leituras)
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Fabio Renato Villela