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Pacificada

Pacificada

Esse vento que agita meus moinhos
Que vem repentino,ar sem direção
E gentilmente derruba meus castelos
Que de areia, medo e pedra até então
Resguardaram meus segredos mais belos

Trazendo um mar espumante de segredos
Que invade mansamente meus desertos
E cobre de beijos meus olhos abertos
Interrompe meu sono, acorda meus desejos

Que ilumina minhas noites
E liberta as minhas mãos
Que me faz tocar os céus
Me faz perder o chão
Que manso despe meus véus
E me envolve com carícias
Que inunda minha boca
Com sabores e delícias

E minha pele exala bálsamos e flores
E meu corpo se esvai em vapores
Em líquidos , perfumes, tremores

E meus sentidos se alegram
Entre penumbras e risos
E em vertigem se entregam
Aos sussurros e delírios

O tempo para e admira atento
Meu renascer, esse momento
E me faz de alegria
De música, poesia
Cor e sentimento

Sinto-me agora intensa
Leve, acalentada
E na sua presença
Meu coração se aquieta
E minha alma fica assim,
Pacificada...

E meus olhos se estreitam
E se fecham com emoção
Para ver a luz tão densa
Clara, límpida e imensa
De teu olhar na escuridão

Claudia Gadini
22.08.99
Claudia Gadini
Enviado por Claudia Gadini em 25/10/2005
Reeditado em 06/11/2005
Código do texto: T63356


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Sobre a autora
Claudia Gadini
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Claudia Gadini