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Novos Extravios!

O olhar mecânico que a porta atravessa,
Vai a cabeça em negativo balanço, ranço,
Dança miúda de palavras, gestos automáticos,
Nada resta de antigos sabores, elos gastos,
Entrecortadas frases, sinais telefônicos,
Malditas esperas tão desnecessárias, secas,
Olhares pesados que mais mal incutem,
Papéis puídos entre dobras & travessas,
Travessia encharcada, noites frias de neblina,
Aparatos estranhos para estranhas ações,
Mais sensações desperdiçadas noutros silêncios,
Na calada das cismas, versões diferentes,
Perguntas sem respostas, assuntos mudados,
Dores aparecendo feito fantasmas, outros viés,
Enxertos demais deixando tanto para trás,
No passo que não adianta, alucina demandas,
Carne exposta sendo corroída pelo tempo,
Muitos furos na coberta curta, nada estica,
Mais reclamos por todos que se viram contra,
Do que pede & quer, moendo a moeda alheia,
Corpos em fugas, na eira que se perdeu da beira!

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 02/09/2007
Código do texto: T634865
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 58 anos
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