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Esteticamente Cruel

O homem bicho estético
Filho do delírio patético
Sua natureza epilético
Cego limite profético

O homem vaga lunático
Achando razão no fato
De nada saber de relato
Mas com certeza no trato

Todo esse amor catando
Não passa de desejo irustido
De corpo que usa razão
Sem preciso ser ouvido

Se este ser delirante
Pateticamente cruel
Não sabe que faz o inferno
Achando fazer o céu

E como maldição
Tudo  é inalcançável
Perante a face do abismo
A força do inabalável

Filho dos primatas
Sentado delira e cria
Assenta sobre magia
Não sabe se noite ou dia

Condenado a viver no segredo
Faz artífice do medo
Acha que tá ponta do dedo
Teu carma é ser de degredo

Seu futuro incerteza
Chora ri e devora
O mundo é outrora
Não cabe na tua hora

Extrai abistrai do outro
Forma uma consciência
Segue a sequência
Sem medir consequência

Faz de pena poema
Dá dor tu tira arte
Da vida tu flerta face
Desse absurdo desastre

Sem sombra sem rumo
Criando teus assombros
Delira que vive no mundo
Debaixo desse escombros

Ser incapaz condenado
A sempre buscar perfeição
Mas sempre se perde no rito
Das curvas da sua ambição


Gessé Cordeiro de Miranda
Enviado por Gessé Cordeiro de Miranda em 10/08/2018
Reeditado em 10/08/2018
Código do texto: T6414912
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Gessé Cordeiro de Miranda
Feira de Santana - Bahia - Brasil, 31 anos
87 textos (869 leituras)
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Gessé Cordeiro de Miranda