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COLÓQUIO FATÍDICO

COLÓQUIO FATÍDICO

Sei que sou filho das tuas entranhas,
Que me geraste sim, um predador,
Desnaturado ser que não se acanha,
Na vida, ser da  morte um condutor.

Foi sempre assim e assim sempre será,
Pois onde existo a morte ronda perto,
Haver devastação é sempre certo,
Sou predador não há porque negar;
Seja sobre ti, nas águas ou no ar,
Matar para viver jamais me acanha
Embora fira, mãe, tuas entranhas.

Eu sei que sou fator de assolação,
Sou réu confesso dos males que faço;
Para ter vida farta, passo a passo,
Violento as matas que virgens são,
Maculo os rios com a degradação,
E nos ares,também, para me impor,
Revelo-me agressivo predador.

Porém não me apeno por ser assim,
Tão somente sou como me geraste,
Para ter vida, de outros, mato parte;
Não mato por prazer de ser ruim,
Vivo da morte, sou predador enfim;
No topo da cadeia colocado,
Não me vexo por ser desnaturado.


Está na minha essência consumir,
Isso é parte da minha evolução;
Devasto, reconheço minha ação,
Pois vivo das vidas que tens em ti;
Mas posso ver que ter e produzir,
Matando além do que podes repor,
Faz-me ser do meu fim o condutor.

The, 08/09/2007 – Humberto Mendes Feitosa.


Feitosa
Enviado por Feitosa em 12/09/2007
Reeditado em 22/10/2007
Código do texto: T650083

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Sobre o autor
Feitosa
Teresina - Piauí - Brasil, 64 anos
133 textos (2530 leituras)
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