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Das duas faces

 De teimoso te venci
Insisti amar de novo
De amar não desisti
Mesmo assim ficando calvo

Sem querer jurei amar
No afã de vã conquista
De quem louco pra beijar
Sem pensar tudo promete

Pois que não me arrependi
De manhã levando susto
Outro dia a te amar
Amor novo novamente
Com o viço do início
Que me invade brutalmente

Então quero te beijar
Abraçar-te longamente
Aquecer-me no teu corpo
Repousando simplesmente

Possuído pelo medo
Como após um pesadelo
De amanhã estar sozinho
Sem teu corpo a aquecer-me

Teu cabelo esparramado
O teu corpo, onda branca
Que refresca minha alma
Me sufoca, me encanta

Que amor mais arretado
Mas me sinto meio fruta
Se pudesse não te amava
Mas o peito não escuta

Quando olho nos teus olhos
Quando sinto o teu corpo
Fico todo atordoado
A razão se queda morta

A razão já não importa
Mais importa ter-te sempre
que o Diabo não se meta
Que ninguém que seja besta
De estar em meio à gente

De pensar fico doente
Fico louco arrepiado
Já me sinto espetando
Uma faca no danado

e o sangue espirrando
e eu louco ali bebendo
e a presa lhe mordendo
sua carne a se rasgar

E começo a me espantar
Como é louco o pensamento
Do amor que vira ira:
Duas faces do momento

D.S.


Djalma Silveira
Enviado por Djalma Silveira em 13/09/2007
Código do texto: T651317

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Sobre o autor
Djalma Silveira
São Paulo - São Paulo - Brasil, 49 anos
267 textos (10570 leituras)
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