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MULHERES DA VIDA!

        Nas esquinas da vida
           Nas ruas e vielas do tempo
   E lá estão elas... sempre insinuantes
     Como a quererem “fisgar” aos que provocam
           E os têm em suas mãos... sempre
   Nos contornos de seus desenhos... suas lisérgicas formas
     E em cada via, e em cada trilha...  sempre uma mais bela qu’outra
        Oh! precipitado homem a que s’entrega à primeira
           ... e não mais direito se tem d’doutras...
     É a regra!

          E destarte são todas:
   Esplêndidas... deslumbrantes... delicadas... fascinantes...
      E igualmente sutis quais pétalas das amenas rosas... airosas

    Paradisíacas mulheres, ah! querubins celestes!
       Qual mortal homem poderia a alguma contemplar
           ... sem pretender desejá-la?
   De seus encantos a que ferem a su’alma de fantasia e volúpia!
       E não nos fazem todas lembrar as lindas e maliciosas sereias?
           Maravilhosas! formosas!

          E assim, eis o homem!
    Entre as névoas de sua via a seguir seus vivos passos
            Quanto gozo! quant’avidez!
      Na concupiscência a ferver sua vivaz essência
        Àquela que jamais o poderá então negar

          E trafega nas vielas do tempo
   Das femininas vertigens a ferver seu sangue em suas veias
     A bombear freneticamente o seu coração
            E quanto o fibrila!
       Todavia, que ele não s'esqueça:
  A vida lhe dá direto a apenas uma
    Ah, não poderia ela ser-lhe mais generosa?
       
        Lindas mulheres! Todas... sem nenhum exagero:
  Lascivas morenas em suas peles cor de jambo ou alvas como a neve
    Voluptuosas ruivas ou loiras n'elegância de suas silhuetas
           Lúbricas e tão bem desenhadas negras
      Nas paradoxais mãos de que as tecem:
Ora doces como o luar, ora ferventes como o escaldante sol
 E por vezes lúcidas como o dia ou escuras quais noturnos abismos
     Na enevoada perspectiva a que impossível desviar-lhe a atenção
   Da natural obstinação dos masculinos olhos a que tanto os excita
        Ah! não, decerto que não!

     Então, o que o fará o miserável homem?
       Ao que na tentação de sua graça e beldade
         ... fisgaria a primeira que o seduzir-lhe-ia a vista?
  (lembrando que ali naquel’instante não mais avançar poderia)
   Seguir então adiante, ao que desconheceria a que viria à sua frente?
       Ai, quanta indecisão!

     Oh! sedent’alma em su’aridez a que o persegue!
  Em sua loucura que o acompanha nas voltas dest’exílio
         Perdida entre incertezas e mil devaneios
   Mas cuja convicção é, com certeza, o de querer ser feliz
           (ou então, de seu inevitável morrer)

           Todavia, que não se precipite, melhor assim
    Menos ainda se desespere, oh! de form’alguma!
      Mas continue... sem azafamar... e sem medo
           Porém, que jamais s’esqueça:
      A vida lhe outorga o direito de ter... somente uma!

                   ***************************

                         14 de dezembro de 2018
Paulo da Cruz
Enviado por Paulo da Cruz em 14/12/2018
Código do texto: T6526909
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo da Cruz
Curvelo - Minas Gerais - Brasil
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