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ÉGUAS de GRANITO

Agora que o sol se foi para além dos nossos domínios
posso dizer com certeza o pranto que se abriu nas nossas terras
o chão acha-se coberto duma densa poeira
gargalhada pelas caveiras,
que não sendo atual é anterior ao passado recente: é diária

Agora que o temperatura é músculo de gelo
a sabedoria é um ítem no catálogo das essências

A chuva estranhece o chão que encaminha o portal
nele o peso da idade empoça com a água

A dissolvência da nuvem vem afundar o barco fantasma
que só afunda porque não sendo barco em verdade
é teu destino fluvial só nos sonhos

O que é imagem ninguém se atreve a atrevessar
a vergonha é o semáforo que estanca os impulsos
num choque de julgamentos sempre alheios

Sim as vontades empinam feito éguas num cio famérrimo
mas é você que se evita de tudo tua satisfação é esgotar o anonimato
como o amante louco das éguas de granito

Guarda noturno guarda guarda noturno de um noite impossível
numa época improvável não há nada que se guarde
em seu país a noite põe fogo nos segredos erguendo
um circo sobre os medos
Eriko y Alvym
Enviado por Eriko y Alvym em 18/09/2007
Reeditado em 19/10/2007
Código do texto: T657778

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Sobre o autor
Eriko y Alvym
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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