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Soneto XV

No cálice que dizem ser sagrado
Do vinho tinto dos domingos
Em meio a choramingos
Bebo o sangue que dizem ser macabro.

Toda a benevolência do cálice teu
Foi amaldiçoada vós, que se diz santo
E agora, o Nazareno, aos prantos
Vê que o certo, o homem converteu.

És a maldição construída por cimento
Onde se comete o maior dos pecados
De dizer-te a casa do Nazareno.

Um lugar onde se reúne os fracassados
Que necessitam da inverdade, e sem consentimento
Mal sabem que são os próprios amaldiçoados.
Júnior Leal
Enviado por Júnior Leal em 14/03/2005
Reeditado em 30/03/2005
Código do texto: T6613


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Sobre o autor
Júnior Leal
Lagoa Santa - Minas Gerais - Brasil, 35 anos
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Júnior Leal