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Vital



Amo o modo como reinventas
o mesmo
O modo como enlouqueces
a esmo
Ou mesmo como entristeces
de repente
Cortando ao meio a gargalhada
Amo como ris
de tudo
Ou como choras
do nada

Amo-te na contramão do tempo
no modo como tornas eterno
cada momento

E de olhar o anelar de teus olhos
nunca me canso

Danço a perseguir teus pensamentos
ou teu ritmo
Sempre a superar-me quando os assumo
compreendidos

Mas não te prendes
a nada
Do nada, francamente, figura-me
que foges

És chama furtiva que fere
e cicatriza
Brisa fresca da manhã
que arrepia
Perfume que se destaca
da multidão

Olhos de esmeralda perdidos
em meio ao nada
Beijo de rútilo batom que se prendeu
à taça

Na tua leveza lépida despojas-te
de tudo

E o que pensa estar contigo
te persegue
O que pensa dominá-la
é demente
O que pensa compreender-te
só te sente
O que pensa possuir-te
delira

És furtiva, leve e vital como o ar
que se respira

D.S.


Djalma Silveira
Enviado por Djalma Silveira em 21/09/2007
Código do texto: T662231

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Sobre o autor
Djalma Silveira
São Paulo - São Paulo - Brasil, 49 anos
267 textos (10570 leituras)
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