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Perdão



Vi um pai apontando
o dedo para seu filho
Pude ver, então,
este mesmo filho
Apontar uma arma
para minha cabeça
Pois, então, que eu pereça
Para que, depois, renasça
Pois o poema é um espelho
E o pai era eu mesmo
Como foi também meu pai
E o menino era meu filho
Como fui também outrora
E, mesmo que não mereça,
Tortura-me a lembrança

Perdão por ser poeta
Mas também sou pai
E sou também criança

D.S.

Djalma Silveira
Enviado por Djalma Silveira em 24/09/2007
Código do texto: T666283

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Sobre o autor
Djalma Silveira
São Paulo - São Paulo - Brasil, 49 anos
267 textos (10571 leituras)
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