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AO POETA LUSO-BRASILEIRO

[PARTE I]

 No quarto da pensãozinha burguesaDrummond com sua prece "
guache" mineira, acorda Mário! Vai passarinhar!
Se no tempo presente, os homens presentes, na vida presente há pedras que atravancam teu caminho? Elas passarão...tu passarinhas!
Vem dos verdes pampas do
Alegrette o poeta Quintana com o poema o "Profeta" e o "Poe minha do Contra".
 
Coêlho sai!
Não sai!
E agora, josé
Bem a francêsa, foi para "
Pasárgada",
"O Pneumatórax"
amigo do rei,
acreditando que quando estiver triste de não ter jeito, quando de noite lhe der vontade de se matar, terá na cama que escolherá a mulher que haverá carinhosamente dele bem cuidar.

Do Recife para o Brasil tão bom como a poética "bah!" gaúcha ou da discreta "uai" à couve mineira, o poeta da União que ora se chega, não é aquele! O tal do "arretado" Manuel Bandeira.

Ainda da mauritssand dos armadores das índias ocidentais existe um brilhante outro vate rapaz! Ora pois, pois Cabral de Melo Neto com sua poética agora é quem nos traz na obra "Sofrimento, Vida e Morte Severina", o fiel retrato da dor, da fome e da seca caatinga a denunciar que tudo principia e decorre do latifúndio escravista e do coronelismo secular à moda da dominação nordestina.

Já das plagas de Lisboa revisited, pois, pois ó ! Filho da casa portuguesa com certeza, Fernando Pessoa dando um tempo do eu profundo, dos outros eus, e das tabuletas das tabacarias portuguesas, senta-se com Lídia na via Atlântica [Copacaba] do Rio que margeia, acende um cigarro e saboreia a libertação de todos os pensamentos, tomando um santo trago da legítima       cachaça brasileira.

Ora, chega de saudades!
Se toda bossa nunca é demais.
Olha que coisa mais linda, mas cheia de graça....
Não é a garota de Ipanema?
Há! Se toas as mulheres fossem iguais a você! Não é a musa do tal "Poetinha" imortalizada na obra genial do bossa nova Vinicius de Moraes?

Da "Boca Maldita", entre "saques, piques, toques e baques" o poeta "beat-samurai-rockn'roll" Curitibano, "até que depois de mim, de nós, de tudo" quão da contracultura "não reste mais que o charme". Tem Leminski em linha de três versos. E o poema "Charme" hai-cai o "erro"do poeta.

Da Paraíba lá de Pau D'arco vem dos Anjos que de véspera o beijo, amigo do escarro, com sua mão que afaga e decerto a mesma que logo apedreja, chega Augusto dos Anjos, "cabra macho sim sinhô" que dando partida com os leais poetas e amigos Da Costa e Silva que com "Saudades! Amor da minha terra...O rio Cantigas de águas claras soluçando" e José Albano, formaram a grande tríade da nossa poesia da Belle Époque, como os pricipais precusores da moderna poesia brasileira.

Tá tudo muito bem! tá tudo muito bom!
Todavia, contudo, porém, se universal é o poema, Gonçalves Dias é o orgulho nosso que conhece desse tema. Vem lá
das bandas das Terras das Palmeiras onde canta o sabiá, as aves que lá gorgeiam, não gorgeiam como cá", iniciou bem a nobre saga maranhense do vernáculo bem plantar.Salve o talento de Caxias, e por adoção filha desta "Atenas" secular.

Como rima, não é só rima que se rima por rimar, perdoe-me, se Deus é poeta a poesia modesta parte nasceu bem do lado de cá, senão vejamos, nota bene:

Noutra ponte dessa ilha meio-norte, Bandeira Tribuzi é daqueles vate de valor singular - Patrimônio da Humanidade - em que o poema é  poesia que não quer calar, cantar, cantarolar, cantarolando sua eterna jura de amor: "Ó minha cidade, deixa-me viver....sua poesia...". enquanto o Nauro Machado no vigor verbal do pensamento da bela poética, abre as escotilhas das entranhas inquietas, e na cosgomania abre a "Boca que rala/na graxa-algia/o sol na tal da hemorragia. Cousa barroca na angústia alada, entope a boca de cal tapada". E assim segue o poeta pela Praia Grande: "destila, toma, traga, o vate um trago de prosa literária".

Na veia poética fertilissima dessa França Equinócial, morna, tropical e brasileira, bem ao norte do atlântico, donde tantos e tantos poetas em frenési no vai-e-vem para o velho mundo migraram em caravelas que há séculos não sabem o caminho de volta para a firme terra, outro bom poeta que se nos apresenta por cá ao nível dos acima citados como irretocáveis poetas, ou dos Olavo's Bilac's e dos José's de Alecar, nos chega até "À luz da vidraça, que filtra o luar, como o gato, no muro, caminha com graça e seu corpo traça um risco no ar", com Clamor de São Luis, salve o nosso querido poeta, o nosso inspirado Luis, de sobrenome que se chama Bacelar.

Com qualificada poética do seu tempo, eis que com seu canto surge de Tutóia, refrescada pelas brisas do oceano atlântico, a poetisa Laura Damous com Traje Escuro de Rigor, inaugurando com olfato e redenção a Clara Manhã do Arco do Tempo. Como é linda a Brevíssima Canção do Amor Constante. Lá se tem a scharanzade e o poema quiromântico daquela apaixonada  tal amante.

Pela romântica e histórica ilha brasileira, berço de tantos poetas, deste Maranhão de homens cultos, sejam do passado ou do presente que aprendir a respeitar e amar, sei muito bem, que jamais se pode esquecer do nosso poeta "sujo" José de Ribamar Ferreira Gullar  falar,  quão também de tantos outros que deixei de citar no cunho dessa prosa. Deixo-os para um momento oportuno o que vou dizer e declamar, para os poetas que deixei de citar. Saio agora de cena. Recolho-me, é preciso descansar, pensar , para muito em breve este poema/prosa ou prosa/poema escrever, continuar [PARTE II], e decerto ver como vou terminar.

Saudações!

MANOELSERRÃO - SLZ/MA - O.S.S - 05.01.2004.
serraomanoel
Enviado por serraomanoel em 24/09/2007
Reeditado em 12/08/2008
Código do texto: T666728

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Sobre o autor
serraomanoel
São Luís - Maranhão - Brasil, 57 anos
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