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Impulsos.

Neles a encontro


e perco-me.


Mas não os nego em resígnio.


Os abraço.


Autodestrutivos, de certo.


Deveras o que de mais me resta se não desesperados impulsos?!


Não te escondo em minha solidão.


Não te calo em meu silêncio.


Permito-me ao toque do teu sexo enxarcado, de contra vontade...


Ao beijo roubado, que amassa carne, que raspa pele por unhas afiadas.


Não contenho-me para tuas coxas tenras coroada por pelos ensolarados.


Para o suave perfume da nuca lasciva.


Impulso meu de cada dia nos dai hoje...


Inegavelmente me mantém refém .


Ainda que eu me afaste por ciclos sem fim, de outono a outono, do teu hálito morno adocicado.


Não. Jamais me dei ao sabor de livrar-me deste mal maior...


Impulso.


De devorar-te , entrar por tuas frestas se te encosto.


Amaldiçoados os meus...


Desejos não consumados.


Abençoados os teus...


Seios delicadamente róseos.


Teu ventre magistralmente emoldurado.


Livra-me de todo os meus...


Embora, também compartilhados,


entre tantos gemidos, derramados em promessas improváveis os teus...


Impulsos carnais encarnados.






2007/Recife.




Wamberto Nicomedes

Wam Nick
Enviado por Wam Nick em 26/09/2007
Código do texto: T669839

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Sobre o autor
Wam Nick
Recife - Pernambuco - Brasil, 43 anos
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Wam Nick