Uma vez sonho, sempre palavra...
Então um dia a gente acorda, e são como beijos nas pestanas,

tão sem polimento !, tão brutas - como a vida e a morte,
e ao mesmo tempo tão congênitas aos sentidos,
palavras que alagam, alargam o horizonte dos olhos !
 
Se soubesses a força que cabe na mão esplendida e vasta,
invadindo o pulso e o enchendo de um sol precioso,
capaz de suspender o tempo e dilatar as matizes, ahhh...
 
Não posso dizer que sem elas vivo... não, não posso !,
pois que são o pão e o vinho, o mar e a rebentação,
que lavram o seio da terra e ondulam em chamas sob a minha pele !,
acendendo e rescendendo, como astros violentos,
e com os quais, quero arder à noite !

 





DENISE MATOS
Enviado por DENISE MATOS em 31/10/2019
Código do texto: T6784200
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2019. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.