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Cicatrizes.

Eu sou feliz porque conhecí o amor. Embora nele haja cicatrizes tão profundas, penso nos milhares que jamais o conheceram e que jamais o conhecerão. Antes morreram de mortes frias e sem paixão. O amor embora tenha engolido os meus sonhos e desfeito tantos projetos: na vida me aprimorou!

E eu sou feliz porque tendo amado tanto ao ponto de sentir ódio    percebi que  ódio em mim não caberia. E esse meu coração que só sofria percebeu que o a dor que o ódio produzia era apaziguado, anulado e esquecido com o perdão que eu ainda pude oferecer!

As cicatrizes em mim deixadas foram por amor. Um amor que não foi doentio por que a pouca razão que em mim havia não deixou!
Então pensei em falar de amor, mas percebo que o amor é mutável, é inconstante. É como se fosse um céu mudando de cor e suas nuvens e tempestades  e sempre volta a ser amor!

Vejo então que as cicatrizes deixadas em mim me fazem ver que eu sou feliz, porque conhecendo o ódio, preferi o amor. Numa dimensão que não cabe no meu peito, que aflora em minha pele, que flui em lágrimas e risos, que pode ser descuidao e até submisso. E é por isso que me submeto ao amor!

O amor que muda a minha vida e que me faz ser alguém que vive apenas por isso!
Cristhina Rangel
Enviado por Cristhina Rangel em 05/10/2007
Reeditado em 05/10/2007
Código do texto: T681409
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Cristhina Rangel
São Paulo - São Paulo - Brasil, 47 anos
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Cristhina Rangel