Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Encruzilhadas

O que eu sinto afinal?
O que meus olhos não admitem quando fico preso.
Que cor tem a ternura se não consigo vê-la?
Há um vazio imenso agora,
Desses que quando crianças queríamos mãe.
Não há ninguém em meio a tanta gente.
Hoje sei, esse caminho é longo,
Curta talvez seja a vida da qual falo,
Essa estrada que meu ser criou fugiu do que era,
Do que era pra ser, do meu real.
Túnicas douradas vestem aquela mulher
De beleza e amor.
Meu riso, meu cantinho solitário,
Diz-me: quem sou?
No rosto do menino que cruza a rua vi:
Meus dez mil defeitos acelerados pelo tempo.
A estrada é longa, o tempo é curto,
E a noite fala comigo como anjos de Deus.
Ainda posso, ainda quero, ainda vou.
Essa estrada é a mesma para muitos,
Assim, vou vivendo nessas encruzilhadas,
Na metade de tudo, até mesmo de mim.
 
TAS
Enviado por TAS em 07/10/2007
Reeditado em 19/08/2013
Código do texto: T684372
Classificação de conteúdo: seguro

Copyright © 2007. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
TAS
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil, 43 anos
172 textos (6191 leituras)
2 áudios (354 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 14/12/17 04:14)
TAS